
O Baião de Darcy — O Brasil de Repente
2020Vencedora do FENAC MG 2020. Baião, repente e heavy metal em homenagem a Darcy Ribeiro, lançada como curta-metragem de 16 minutos.

Compositor · Arranjador · Multi-instrumentista · Produtor musical
Do baião ao jazz. De uma linhagem de mestres mineiros ao palco do Clube da Esquina.

Tiago Nonato nasceu em Belo Horizonte, em 1987, dentro de uma linhagem musical. Seu bisavô, o maestro conhecido como Seu Nabuco, formou entre as décadas de 1920 e 1950 uma geração inteira de músicos mineiros; do mesmo ramo vem o avô, Antônio Nonato, origem do sobrenome artístico. Estudou piano clássico e popular dos 8 aos 11 anos. Aos 11, migrou para o violão e a guitarra, que se tornaram sua forma principal de expressão — depois vieram saxofone, cavaquinho, banjo, contrabaixo, violino, bateria e canto.
A regência veio cedo: aos 17 anos assumiu os arranjos e a direção de corais e grupos vocais. Em 2016 foi convidado pela SONY Music/VEVO para dirigir musicalmente o espetáculo "2 Girls", gravado no BH Hall ao lado de Mari Antunes, Nicolas Torres e Wagner Barreto. No mesmo ano fundou a Nona Sinfonia Produções, assumiu por dois anos a direção musical de Iris Pereira e idealizou o espetáculo "Novas Vozes de Minas", que levou aos teatros da capital os talentos mineiros revelados no The Voice Kids.
Entre 2007 e 2016 atuou também em gestão de projetos e tecnologia, o que o levou à docência no Senac Minas. Estudou teologia, com aprofundamento em grego, hebraico e latim, antes de trocar um mestrado em Administração pelo curso de Filosofia na UFMG, em 2016. Essa base atravessa a densidade das letras e a crítica social de suas composições.
Com centenas de composições no acervo, começou a publicar a obra autoral em 2020. "O Baião de Darcy — O Brasil de Repente", escrita aos 15 anos e lançada como curta-metragem de 16 minutos, venceu o FENAC MG 2020 cruzando baião, repente e heavy metal em homenagem a Darcy Ribeiro. "Me Beija que Eu Tô no SPC!" foi vice-campeã nacional do concurso de marchinhas da CBN. "Você Não Vê" e "Pandemia Brasil — O Grito da Nação" levaram a crítica social ao audiovisual.
O Clube da Esquina atravessa sua trajetória. Aos 20 anos recebeu um elogio público de Toninho Horta; dez anos depois, no Dia Internacional do Jazz de 2018, os dois dividiram o palco no Museu Clube da Esquina. Desde 2026 mantém residência artística no Bar do Museu, revisitando o repertório clássico sob a ótica do jazz — e em agosto daquele ano subiu ao palco a convite de Marilton Borges, da geração original do Clube.

Vencedora do FENAC MG 2020. Baião, repente e heavy metal em homenagem a Darcy Ribeiro, lançada como curta-metragem de 16 minutos.

Denúncia da necropolítica durante a pandemia, com clipe gravado em cenário hiper-realista.

Vice-campeã nacional do concurso de marchinhas da rádio CBN e finalista do Concurso Mestre Jonas.

Composta em homenagem ao parceiro Tom Nascimento.



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Fotografia: Laís Madhú